Capítulo 1O mito do psicopata
Durante décadas, a cultura popular apresentou o psicopata como um assassino violento. Essa imagem, alimentada pelo cinema, ocultou uma realidade muito mais complexa. Muitos indivíduos com traços psicopáticos nunca cometem crimes violentos e podem construir carreiras aparentemente brilhantes.
A investigação de Robert D. Hare e Paul Babiak mostrou que alguns destes indivíduos prosperam em ambientes competitivos, utilizando charme superficial, manipulação, mentira instrumental e reduzida empatia para alcançar objetivos pessoais.
Uma organização vulnerável pode confundir confiança com ingenuidade, carisma com competência e ausência de culpa com coragem. É precisamente essa confusão que torna o predador organizacional tão difícil de reconhecer.
Este livro procura explicar como estes mecanismos funcionam e como proteger organizações sem recorrer a estereótipos nem a diagnósticos irresponsáveis.